Archive for Fevereiro, 2007
…rocket brothers
we should be careful’ cause it could burst
and we’re not lonely anymore
lonely as we were before
and now there’s someone to protect
someone you cannot reject
something I will not neglect
imobilismo feliz…
Fio que apenas é fio. Triste tira que se desfia solitária e sem fim. Antes tecer que desmanchar, desfiar, arrancar o fio que nos mantém unidos. Impulso incontrolável e reflexivo, levado por cansanço ou diferente entusiasmo, que nos faz romper com a própria coisa que nos mantinha à tona. O que se obtém é uma tresmalhada manta de retalhos sem conserto. Estranho e caótico momento. Ou labirinto será? Depois tenta-se reconstruir algo novo, nunca o mesmo, nunca igual nem parecido. Fica o fio a lembrar-nos que algo existiu e passou. O que aí vem correrá sempre igual risco e destino. Desfiamos para tecer de novo na esperança de melhor… Tecer diferente. Talvez eternamente mantendo um imobilismo feliz.
—~|||~— The Circle —~|||~—
Finally… the circle is almost completed… My project for this blog is for it to be an integred place, the center for all expression forms I’ve chosen:
Music – Photography – Digital Video (DV) – Writing
I uploaded to youtube the first own produced DV. All produced videos uploaded to youtube will be linked to this blog. I will close the circle with, hi5 webpage, Frozen Still (photography) and later I will link this Blog to Myspace Music with all the songs from my musical project.
This short video is a DV test to experiment youtube and iMs software and compression. It’s about an autobahn 280 Kms high speed journey on December 2006 at 4:30 AM from Fulda-Germany to Cologne, and then a flight to Lisbon in the company of my good friend Sebastian that filmed some of the video footage used in this video. This is not a streetracing or “look how great me and my car are” kind of video, it’s not intended to have that meaning. It’s more about the fast, “today I’m here, tomorrow I don’t know” kind of life, we are all living (even when we think it’s a slow one), sometimes costing friendships, human relations and, in worst case scenarios, humanity itself. But in this case, it’s also about getting together with friends and family, and how rewarding that same kind of life can be when people “work” their way to maintain bounds that keep families and friends together so finishing with the sky makes all the sense.
The song used is, of course, from one of my favourite bands of all time – The Elysian Fields – “Shrinking heads in the sunset”. The equipment used was:
- Panasonic 3CCD DV Camera – GS400
- TDK DV tapes
- Sony Vegas 6.0a edition
- Sony Effects
- Compressing Codecs
- Vokswagen Golf 2.0 TDi …
…a nova pequena em vista
Congelar, imobilizar, fazer do tempo um ápice em que escolhemos a duração do momento, da luz, do plano, do enquadramento e da profundidade. Em que somos como caçador e presa, sabendo que o disparo terá sempre consequência, seja ela fracasso ou sucesso. O resultado esse também fica imobilizado mas não inerte, capaz de nos assolar com um frio na espinha e vincar-se na memória. O silêncio apenas quebrado pela respiração controlada que antecede o disparo. O som do obturador que precipita a quebra de ansiedade tipica de uma nova e iminente descoberta.
Tenho uma nova “pequena” em vista. Eu sei que a minha Panasonic de DV ficará com algum ciúme… mas para fotografar… Nao há nada a fazer. Terá de ser esta.
Já imagino o som mágico do obturador e do espelho… A quebrar e a saciar o meu desejo de criação, de imobilização, de tornar tudo um ápice para sempre disponível à exaustão.
…à despenalização
Gostaria de expressar a satisfação que tive quando soube do resultado do referendo para a despenalização do aborto em Portugal. Pessoalmente não defendo o aborto nem acho que deva ser algo liberalizado, acho que por definição as sociedades devem ter infrastruturas que permitam dar hipotese a crianças de familias desfavorecidas e às mães em risco, são novos seres humanos que podem trazer muito ao mundo e à civilização se tiverem uma hipotese. Mas infelizmente as sociedades estão muito longe de serem perfeitas e os dramas são conhecidos, enviar mulheres para a prisão por um acto já por si tão dificil é desumano e relembra-me a inquisição da igreja católica de alguns séculos atrás.
O aborto não é um contraceptivo e nenhuma mulher o verá como tal ou tomará um passo dessa violência sem motivos muito fortes que indubitavelmente marcam para sempre. Defender o “Não” à despenalização era ignorar a verdadeira realidade social. Talvez este resultado leve os verdadeiros cristãos que defenderam o “Não” a criar reais e aplicáveis mecanismos que permitam às mulheres não ter de recorrer ao aborto.
Quanto ao discurso extremista de “na minha barriga mando eu” muito apreciado no primeiro referendo pela esquerda retrógada e idiota… Uma criança por nascer tem uma mãe, mas também tem pai, familia, e é algo mais complexo e com impacto social maior, nao se trata de um simples objecto, nem a barriga é apenas uma barriga. Julgo ter sido esse discurso que levou à derrota do “Sim” no primeiro referendo. Pelo menos, eu pessoalmente, senti-me ultrajado com esse discurso.
Aqui na Alemanha todas as pessoas com quem falei acerca do referendo estranharam ainda existir um país na europa que tinha uma lei que defendia o encarceramento de mulheres por prática de aborto (na realidade eram raros os juízes portugueses a aplicar a lei de forma literal, mas a verdade é que algumas mulheres acabaram presas).
Enviar mulheres para a prisão por causa do aborto??? Como se a desgraça já não fosse suficiente… Parabens ao “Sim” à despenalização.
…não soar
Se eu não souber amanha o que nao soube ontem estarei seguro. O que sei hoje é pouco revelante. Destruidor de um mundo seria bom. Ou deixava de soar.
…à geracao rasca…
Quando não se suporta o discurso da esquerda e da direita do nosso próprio país, é-se do quê? De que partido? Acredita-se em quem?
Ultimamente tenho lutado por me localizar definitivamente em termos políticos. Recebi muitos valores importantes, alguns deles tidos como de esquerda, de uma das pessoas que mais me influenciaram antes de ceder à mortalidade de forma prematura.
Sempre discordei com praticamente todos os ideais fundamentais de esquerda que me tentaram incutir até aos 15 anos e cedo descobri que não sou de esquerda, mas nunca deixei de abominar e me sentir triste com o discurso da dita direita em Portugal. Uma velhaca de cheiro a mofo ultrapassado, sempre a defender “as familias” (esta frase pode levar a pensar que sou da dita nova direita fashion de paizinhos de nome pomposo que comprava armas em nome do país durante o dia e posava para a Caras durante a noite, mas nada disso… igualmente degradante).
No fundo detesto o discurso que feito um balanco sério, apenas apregoa a missa para mais um poiso, mais uma voltinha, mais uma viagem de quatro anos em troca de meia duzia de mentiras em que nem os próprios mentirosos acreditam, criando diferenças e guerras fingidas, fugindo ao indispensável, quase unanimamente mas também receosamente aceite, e fazendo uso desse receio escondido se vão eternizando no seu ninho, esquecendo que são eles própios a razão do atraso de um país que também é o meu.
Depois de pensar sobre muitas das questões que me preocupam dei por mim a descobrir que no fundo sou um pragmático, um cidadão que se sentirá orgulhoso de poder contribuir com uma parte do seu trabalho para aqueles que ainda lutando, devido a contrariedades ou pouca sorte, vão vivendo com dificuldades (não para os que apenas não querem, e sim… ao contrário do discurso da esquerda, muito seres humanos estão-se nas tintas pois para esses casos o imobilismo é caminho mais fácil que a luta sem tréguas), talvez um liberal moderado com enorme crença que as entidades da concorrencia devem ser das mais altas instâncias de um país e por natureza geridas por pessoas de isenção (soa a idelíco e utópico, mas conheço gente assim). O norte da Europa já conhece os beneficios da moderação há bastante tempo… Que é possível haver razões e boas ideias em ambos os discursos desde que civilizados e ponderados (algo que não abunda no topo da politica em Portugal).
No fundo, acho que ao contrário de toda a esquerda, não vejo o homem apenas como aquele ser inocente, trabalhador sempre esforçado que é apenas prejudicado por transcendentes influências laterais (quase sempre patronais) e externas à sua personalidade. Habituei-me a ver de tudo e conhecer de tudo. Talvez isso me tenha moldado e feito com que chegasse aos 25 anos a pensar desta forma.
Claro que muita gente que eu conheço de diferentes partidos já me estará a catalogar e outras coisas mais. Estavam desejosos… Eu sei… Uns talvez contentes com este post… Outros tristes mas talvez pouco surpreendidos. Alguns possivelmente até, estarão a insinuar que no fundo sou mais um tachista em preparação, como os próprios. Mas descontraiam. Nada disso. Gosto do trabalho. Do privado. Do lutar sem amigalhaços de sauna ou padrinhos politicos de familia a impulsionar seja o que for. Mas numa coisa sinto-me mais leve… A nível politico, sei o que sou. Por infelicidade do destino, poucos no meu país defendem o mesmo (os que conheço estao a seguir o mesmo caminho de “deslocalização” levados pela descrença e pelo facto do seu discurso não ter espaço de manobra ou aplicação possivel visto serem sempre os mesmos marretas a controlar o curso e o baixo nível do discurso).
A mim e a esses, resta apenas a tristeza de saber que o país continuará mal entregue durante longos anos e a certeza que é preciso partir à descoberta daquilo com que realmente nos identificamos (à semelhanca dos descobrimentos, navegar é preciso) e aguardar pelo fim do reinado da verdadeira geracao rasca e marreta com ambições pessoais egoístas e topo de gama, tentando manter a esperança que, aquando do seu fim, nao faça por nos deixar a sua fraca e viciada descendência…
accidents…
12 000 bullets round per A10 Airplane.
Each bullet as around 30 Cm and weights half a Kilogram…
Fires 4200 bullets per minute.
Now you can get the picture of how the Britain soldier ended…
When all enemies are gone or hiding, we turn to ourselves…
…set the grass on fire
Hoje nao me apetece escrever.
Apetece-me escrever que nao me apetece escrever.
Tenho sono.
Vou dormir.
Nao vou dormir.
Apetece-me escrever que vou dormir mas nao vou dormir.
É bom fingir que não sei o que quero.
Quero fingir que não sei e escrever que não quero.
Fica o video de uma musa a cantar sobre incendiar a relva com a frase de cedência de Oren Bloedow à “sugestão” da editora Universal USA de “voltar a gravar” o album sucessor de “Bleed you Cedar” depois de acharem o desfecho pouco “comercial”…
“In the end we agreed to disagree…”
A banda e a editora renunciaram o contrato…
…chocolate
Chocolate… As minhas marcas ultimamente alternam entre os famosos Toblerone mini e os Ritter Sport mini. Tudo Mini que é para nao ser uma desgraceira Maxi quando acordo de manha e me vejo ao espelho. Aconselho vivamente os Ritter Sport kakaocreme, knusperflaker, haselnuss e joghurt… Os nomes vão em alemao porque nao me apetece traduzir nada. Não me apetece mudar.
Receita
Se assim está -> deixa estar
the greatest…
For whatever comes, whatever happens, for whatever my eyes will see or my skin will touch… Everything changed for hope was now restored to my soul. You made it all possible. Things matter not only for what they are and will be, but for what they were and meant to me. So have no fear… I will always be here. To the greatest…
Dream Within a Dream
I stand amid the roar
Of a surf-tormented shore,
And I hold within my hand
Grains of the golden sand–
How few! yet how they creep
Through my fingers to the deep,
While I weep, while I weep!
O God! can I not grasp
Them with a tighter clasp?
O God! can I not save
One from the pitiless wave?
Is all that we see or seem
But a dream within a dream?
by Edgar Allan Poe



